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Ainda antes do império romano os habitantes originais de Alba, que hoje
é a Escócia, eram os “picts”, um povo céltico que ganhou esse nome dos romanos
porque eles eram pintados (ou tatuados).
Os picts simplesmente se recusaram a ser conquistados pelos romanos; os
legionários romanos não podiam competir com as tribos hostis que os
emboscavam e depois desapareciam entre as florestas e montanhas.
Após o império romano, os scots, povo de origem céltica, saíram da Irlanda,
invadiram e colonizaram a costa oeste; eles eram conhecidos como Dalríadas.
Enquanto isso, os Vikings invadiram o extremo norte e as ilhas, e os bretões
e saxões se estabeleceram no sul. |
Em 397, São Ninian fundou o primeiro centro cristão e em 563 São Columba foi
exilado da Irlanda e fundou uma povoação na ilha de Iona, na Escócia. Ao final
do século 7 todos os reinos de Alba haviam se convertido ao cristianismo.
Em 590, São Mungo fundou uma igreja em "Glascu", que mais tarde tornou-se Glasgow.
Em 760, Angus, rei dos picts, adotou a bandeira de St Andrew (Santo André), azul
com uma cruz branca, que ainda hoje é a bandeira da Escócia.
A primeira incursão viking que se tem registro ocorreu em 795, na ilha de Iona.
Em 843, o scot Kenneth MacAlpin dominou os picts e estabeleceu-se como o
primeiro rei no reino que ficou conhecido como “Scotia”. Scone foi escolhida
como a capital da Escócia em 850.
Em 1018, o rei Malcolm II venceu os ingleses na batalha de Carham, o que levou à
primeira demarcação da atual fronteira entre Escócia e Inglaterra.
Em 1263, ocorreu a expulsão dos vikings na batalha de Largs, quando a Escócia
recuperou as ilhas ocidentais que estavam sob o controle viking desde o ano 900.
A morte acidental do rei Alexander III em 1286 e, em seguida, da sua neta e única
herdeira ao trono, Margaret, deixou a Escócia sem clara sucessão. A nobreza escocesa
pediu a intervenção do rei inglês Edward I que escolheu John Balliol, esperando
ter controle sobre ele. Quando isso não aconteceu, a guerra estava declarada e a
Inglaterra invadiu a Escócia.
Em 1297,
William Wallace
derrotou os ingleses na ponte de Stirling, no que foi a
primeira vitória escocesa na sua luta pela independência sobre a Inglaterra.
Em 1314, o rei Robert the Bruce derrotou os invasores ingleses
e unificou o país, criando uma verdadeira identidade nacional através
de alianças tribais. O que manteve a nação escocesa como um só país, foi o
desejo de soberania contra o inimigo inglês.
A praga atingiu a Escócia em 1349 matando 200.000 pessoas em 2 anos; na época
a população da Escócia era de 1 milhão.
Em 1385, os escoceses, com o apoio de tropas francesas, invadem o norte da
Inglaterra, mas acabam sendo empurrados de volta até Edinburgh, que foi
destruída pelos ingleses em retaliação.
Em 1411, é fundada a primeira universidade da Escócia, a St Andrews University e
em 1451 é fundada a Glasgow University.
Em 9 de setembro de 1543,
Mary é coroada "Queen of Scots" aos 9 meses
de idade.
Em 11 de maio de 1559, John Knox prega um sermão começando o movimento
protestante que se espalha rapidamente pelo país.
Em agosto de 1560, o parlamento escocês proíbe missas na Escócia e nega a
autoridade do papa sobre a igreja escocesa, implementando a reforma no país.
Em 1567, James Charles Stuart (filho de Mary) tornou-se rei James VI da
Escócia.
Após 18 anos como prisioneira, em 8 de fevereiro de 1587, Mary é decapitada em
Londres por ordem de sua prima a rainha Elizabeth I.
Em 1603, o
trono inglês ficou sem monarca quando a rainha Elizabeth I morreu sem deixar
sucessores. Então James VI (que era descendente do rei inglês Henry VII)
também assumiu o trono inglês com o nome de rei James I, tornando-se o
primeiro rei do que ficou chamado Grã-Bretanha. Desta maneira a linha de
reis escoceses terminou com James VI. A história poderia ter sido muito
diferente se James tivesse escolhido reinar a partir da Escócia e não
mudasse para Londres.
Em 1642, o rei Charles I força o fechamento do parlamento escocês o que deflagra uma
guerra civil. Em janeiro de 1649, sob a influência de Oliver Cromwell,
Charles I é executado em Londres apesar do protesto dos escoceses. Um mês depois,
o parlamento escocês proclama Charles II como rei e o parlamento inglês declara
a Inglaterra uma República. Após muitas batalhas entre os monarquistas e as
tropas de Cromwell e após a morte deste, em 14 de maio de 1660, Charles II é
proclamado rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda. |
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Em 1698, o rei James VII, filho de Charles II, foi deposto. William III e sua
esposa Mary (filha de James VII) assumiram o trono britânico. Isso foi o estopim
para a revolta jacobita alguns anos mais tarde.
A união dos parlamentos em 1707 foi aprovada pelo parlamento escocês
quando o país estava em terríveis dificuldades financeiras, em boa parte
por culpa da Inglaterra. Para a maioria dos escoceses esse tratado foi uma
traição.
Entre 1708 e 1746, ocorreu uma revolta feita pelos jacobitas, seguidores do
exilado James Edward Stuart (filho de James VII que havia sido deposto em 1698)
e considerado por muitos como o verdadeiro rei escocês. Eles tentaram restaurar a
coroa escocesa, a revolta quase foi bem sucedida. Os jacobitas tomaram quase
toda a Escócia e parte do norte da Inglaterra, mas o prometido reforço francês
nunca chegou e as tropas britânicas reagiram e derrotaram os jacobitas.
Entre 1750 e 1860, como punição pela particição ativa na revolta, a população
das Highlands foi perseguida, milhares de highlanders foram obrigados a
emigrar para as colônias britânicas e muitos outros emigraram voluntariamente
para fugir à perseguição.
Em 30 de novembro de 1872, aconteceu o primeiro jogo de futebol internacional
no mundo, entre Escócia e Inglaterra, terminando em 0 x 0.
Entre 1904 e 1913, mais de 600.000 escoceses deixaram a Escócia e migraram para
a América do Norte e outros países da comunidade britânica. Entre 1921 e 1931,
mais 400.000 escoceses deixaram o país.
Glasgow School of Art, a obra mais brilhante de Charles Rennie Mackintosh, é
inaugurada em 1909.
Em 1928, Alexander Fleming descobriu a penicilina.
Em 1934, foi fundado o Partido Nacionalista Escocês (SNP) com o firme compromisso
de conseguir a separação da Grã-Bretanha, ainda hoje eles mantêm o ideal.
Em 1996, a
"Stone of Destiny"
retornou à Escócia, depois de quase 700 anos, e foi colocada em exibição no
castelo de Edinburgh.
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Em 1 de julho de 1999, a rainha Elizabeth II reabriu o parlamento escocês em
Edinburgh, depois de quase 300 anos.
A Escócia é isso: 1500 anos de história turbulenta e romântica populada por
nobres selvagens, aventureiros, poetas e inovadores. Tudo isso coroado por
um deslumbrante renascimento nos últimos anos.
Encontre aqui uma descrição cronológica, com mais detalhes,
da história da Escócia.
Thistle (flor símbolo da Escócia)
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