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Mary, “Queen of Scots”, é uma das principais e mais controvertidas
figuras da história escocesa. Sua disputa com a rainha inglesa Elizabeth
I foi motivo para muitos livros, peças teatrais e filmes.
A primeira esposa de James V, princesa Madeleine da França, morreu depois
de seis meses de casamento em janeiro de 1537. Um ano depois, James V casou-se
com Mary of Guise e construiu para ela um dos mais extraordinários exemplos
da arquitetura da renascensa escocesa, o novo palácio real dentro do castelo
de Stirling.
Eles tiveram dois filhos: um em 1540 e outro em 1541, mas ambos morreram com
menos de um ano de idade. Em 14 de dezembro de 1542, no palácio de Linlithgow,
nasceu Mary, seis dias depois James V morreu, com 30 anos de idade.
Mary foi coroada “Queen of Scots” em 9 de setembro de 1543, com 9 meses de
idade. O rei inglês Henry VIII queria casar seu filho Edward, de 6 anos de
idade, com Mary e assim juntar os dois reinos. Embora alguns nobres escoceses
fossem a favor deste casamento, David Beaton, o arcebispo de Glasgow não era
e conseguiu, com a ajuda de Mary of Guise, arrumar o casamento de Mary com
Francis, herdeiro da coroa francesa.
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Em 1548, enquanto Henry VIII mandava tropas para invadir a Escócia e trazê-la
para a Inglaterra, Mary foi levada às pressas para a França onde casou-se com
Francis em 1558; um ano antes dele subir ao trono francês como Francis II e
dois anos antes dele morrer, deixando-a viúva aos 16 anos de idade.
Enquanto isso, na Inglaterra, com a morte da católica Mary Tudor em 1558, a
protestante Elizabeth I tornou-se rainha da Inglaterra. Embora os católicos
considerassem Mary como sendo a legítima sucessora de sua avó, Mary Tudor.
Mary retornou à Escócia em 1561. Sua chegada arruinou os planos da Reforma.
Desde 1542 a Escócia vinha sendo governada por uma série de regentes atuando
em nome de Mary. Em 1560 os “Lords of the Congregation” tinham retirado o
poder de Mary of Guise, mãe de Mary, e criado um governo provisório. Mas com o
retorno de Mary a coroa e o poder voltaram à legítima herdeira de James V.
A igreja protestante que foi estabelecida, desafiando a autoridade real,
encontrou-se num limbo e sob o controle de um monarca católico. Isso
representava uma séria ameaça à causa protestante. Mary tolerou a igreja
protestante, mas não aprovou o ato do parlamento escocês que abolia as missas.
Ela continuou a assistir missas privadas na capela de seu castelo.
Em 1565, Mary casou-se com seu primo, Henry Stuart, Lord Darnley, um nobre inglês.
Eles tiveram um filho que mais tarde se tornaria o rei James VI. Mas logo Mary
se desencantou com seu marido que estava cada vez mais arrogante com seu novo
título de rei. Ele fez muitos inimigos entre os nobres. Mary rejeitou a
companhia de seu marido em favor de seus cortesãos. Em 1566, Darnley, ajudado
por outros Lords, assassinou o suposto amante de Mary, o italiano David Rizzo, na presença dela.
A separação entre Mary e seu marido tornou-se pública.
Nunca se saberá se Mary estava implicada ou não no assassinato de Darnley, mas
é quase certo que o poderoso nobre escocês, conde de Bothwell, era o chefe dos
conspiradores. Em 1567 uma explosão devastou o quarto de Darnley, cujo corpo
foi encontrado mais tarde, estrangulado.
Bothwell foi a julgamento. Ele garantiu um veredito favorável em seu julgamento
ao encher as ruas de Edinburgh com uma multidão de “simpatizantes” muito bem
armados. Ele foi inocentado e logo após, supostamente, raptou Mary, ao que
parece com sua conivência, e levou-a para seu castelo. |
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Mesmo os mais fervorosos defensores de Mary sentiram-se ultrajados quando ela
casou-se com Bothwell. Um conflito agora parecia inevitável. Um grande grupo
de nobres escoceses se uniram e expulsaram Bothwell do país enquanto Mary foi
aprisionada no castelo de Lochleven. Seis semanas depois ela foi convencida a
abdicar do trono em favor de seu filho, o infante James VI. A Escócia caiu em
seis anos de guerra civil.
Mary foi ajudada a fugir do castelo por seus simpatizantes que ainda tentaram
recolocá-la no trono, mas foram facilmente derrotados na batalha de Langside.
Mary fugiu para o exílio na Inglaterra, onde procurou a proteção de sua
prima, rainha Elizabeth I.
Mas Mary ainda representava perigo para Elizabeth I, pois os católicos ainda
acreditavam que Mary fosse a legítima dona do trono ocupado por Elizabeth I,
e Mary foi presa.
Enquanto prisioneira, Mary trocava idéias com Thomas Howard, Duke of Norfolk.
Havia um rumor de que eles estavam considerando casamento. Um complô foi
descoberto para liberar Mary e colocá-la no trono da Inglaterra; Thomas Howard
foi executado.
Mais tarde um outro complô contra a vida da rainha Elizabeth I foi descoberto.
O nome de Mary foi mencionado como um dos possíveis conspiradores. Isso deu a
desculpa desejada por Elizabeth I. Em 1586 Mary é julgada por conspiração
contra a rainha Elizabeth I.
Finalmente a rainha deu a ordem e em 8 de fevereiro de 1587 Mary foi decapitada
no castelo de Fotheringhay em Northamptonshire, sob a acusação de traição.
Em março de 1603 a rainha Elizabeth I morreu. James VI, filho de Mary e rei
da Escócia, era o próximo da linha de sucessão e tornou-se também James I da
Inglaterra, o primeiro rei da Escócia e Inglaterra. Ele enterrou o corpo
de sua mãe na abadia de Westminster. |
Tumba de Mary em Westminster |
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