MARCOS & MARCIA
Viagem à Escócia entre 06 e 20 de setembro de 2003
Enquanto para alguns estas páginas serão uma agradável passagem pelas
coisas e história da Escócia, eu sei que para outros será uma dolorosa
prova de paciência.
A descrição da nossa viagem está no formato de um diário com entradas para
todos os dias. Os dias estão intercalados com links para páginas com informações diversas.
Estes links estão entre as setas azuis.
Talvez eu tenha escrito muito mais do que você desejaria ler. Neste caso,
siga os dias do nosso diário e vá clicando nos links das cidades e castelos
para ver nossas fotos e mais umas poucas linhas de informação.
Se você quiser ler mais sobre a história e coisas da Escócia, eu aconselho a
visitar todas as páginas. Eu sei, são muitas, vá aos poucos, visite algumas por
dia. Desta maneira você terá uma melhor idéia dos fatos e personagens históricos
muitas vezes referenciados ao longo das outras páginas.
Não deixe de entrar nos sites dos castelos e abadias. Lá você encontrará
fotos muito melhores que as nossas.
Escócia |
Leão Rampante |
Grã-Bretanha |
Por causa do atraso em nosso vôo, perdemos a conexão pra Glasgow e
tivemos que passar uma noite em
Amsterdam. Tal tempo não
foi desperdiçado: passeamos, jantamos e dormimos na irriquieta cidade.
Chegando ao aeroporto de
Glasgow, após alegre reencontro com nossa saudosa bagagem, alugamos um
carro, pegamos a estrada e fizemos nossa primeira parada em
Kilmarnock. A próxima parada
foi na cidade de
Ayr já na costa oeste.
Rodamos um pouco mais pela costa, indo pro sul e então entramos pelo
meio do país. Viajando por estreitas estradas passamos pelas cidades
de Newton Stewart (onde não se encontra nem o Newton nem o Stewart)
e Whithorn até que paramos em
Wigtown onde comemos
e dormimos igualmente bem.
Deixamos Wigtown lá com seus livros e fomos folheando diferentes páginas
pelo litoral sul da Escócia. Paramos pra visitar uma
fábrica de sorvetes e aprovamos seu produto, entramos nas ruínas do
Carsluith Castle, e,
em seguida, visitamos um site pré-histórico chamado
Cairn Holy. Em alguns minutos
chegamos ao Cardoness Castle
. Foi lá que compramos nosso
Historic Scotland Passport. Visitamos ainda a cidade de
Kirkcudbright,
passamos por uma pequena cidade chamada Rockcliffe e paramos na bucólica
New Abbey. Saciados de tanta
coisas que conhecemos encontramos nosso merecido repouso na cidade de Dumfries.
Após outro reforçado café da manhã escocês, fomos direto para o magnífico
Caerlaverock Castle. Ainda
boquiabertos pegamos a estrada e decidimos
virar à direita, cruzar a fronteira do antigo Império Romano, entrar na
Inglaterra e conhecer a agradável cidade de
Carlisle. Muito próximo à Carlisle
encontra-se uma parte da muralha romana conhecida como
"Hadrian's Wall".
No caminho de volta pra Escócia ainda demos uma parada na pequena cidade
inglesa de Brampton e voamos para
chegar ao Hermitage Castle antes
que as portas se fechassem aos visitantes. Fechando a porta elevadiça e
alimentando os crocodilos deixamos o castelo pra trás, demos uma paradinha
em Hawick
e chegamos em Jedburgh onde findou-se mais um dia e onde
saboreamos faisão no jantar.
Muitas são as coisas pra se conhecer em
Jedburgh, e elas foram todas
devidamente conhecidas. Deixando a bela Jedburgh trilhamos o caminho das abadias
em ruínas chegando à Melrose que tem
o mel no sabor e o rose na cor. Cansados de tanto subir pelas estreitas escadas
tivemos nossas forças recuperadas quando, do meio do nada, vimos surgir a maravilhosa
Dryburgh Abbey. Então já era
tempo de prestarmos nossas homenagens ao grande herói escocês e assim o
fizemos, indo até a estátua de
William Wallace que fica
escondida no meio de um bosque. Depois disso mais exercícios para
nossos joelhos ao subirmos ao topo da
Smailholm Tower. Mais um dia
ia se acabando quando passamos por
Kelso e depois paramos numa estalagem
em alguma pequena vila perdida, onde fizemos uma sessão de
queijos e vinhos no nosso quarto antes que nossos sonhos nos levassem aos tempos
heróicos das batalhas entre escoceses e ingleses.
Muito cedo começa nosso dia, há muitas batalhas pela frente. Passando pela
pequena cidade de Ayton logo chegamos na costa leste e entramos em Eyemouth
para uma rápida visita e então fomos para a vila de
St. Abbs . Depois fizemos uma
rápida parada em Dunbar e fomos para o fantástico
Tantallon Castle. No meio da
tarde chegamos a Edinburgh, ainda em tempo de visitar o castelo onde vimos
a "Stone of the Destiny". Mais
tarde fomos comemorar nosso próprio destino em um dos muitos pubs da
cidade, onde pela primeira vez comemos haggis.
Edinburgh contempla o visitante,
este sendo atento e curioso, com um
banquete de atrativos que poucas outras cidades oferecem. Passamos um ótimo
dia lá e outros muitos
passaríamos se mais tempo tivéssemos. À noite fizemos uma parada no mais
antigo pub de Edinburgh onde fizemos um brinde aos bêbados que por
lá passaram ao longo dos séculos e aos que ainda por la passarão nos séculos
que estão por vir. Comemos um crêpe na rua e fomos sonhar com as
aventuras que ainda nos aguardavam nesta terra de castelos, histórias,
tradições, lendas e boas cervejas.
Seguindo as antigas pegadas de Mary, "Queen of Scots", iniciamos nossas
explorações diárias na cidade de
Linlithgow. Visitamos o
Blackness Castle e chegamos
na antiga capital escocesa:
Stirling, palco de batalhas épicas
e onde William Wallace obteve
sua maior vitória contra os ingleses na batalha de "Stirling Bridge". Seguindo
nosso caminho entramos na pacata cidade de Dollar, onde dinheiro não havia, no
entanto coisa melhor encontramos no agradável
Campbell Castle. Corremos
pra pegar um barco que nos levaria ao
Loch Level Castle que fica numa ilha
de um lago. Mas chegamos
tarde demais, pois o serviço de barco para a ilha já estava encerrado. Então tiramos uma foto e pegamos a estrada que nos levaria até
St. Andrews, onde depois de achar um Bed&Breakfast, escolhemos um pub pra
tomar umas cervejas, comer alguma coisa e contabilizar os fatos do dia.
Passamos uma agradável manhã na velha
St. Andrews e tomamos nosso rumo
para as Highlands. A estrada vai serpenteando as baixas montanhas,
acompanhando os vales. Por um descuído entramos numa pequena cidade e
descobrimos Pitlochry. Lá não
ficamos, pois tarefas maiores nos aguardavam e continuamos rumo norte até que
quase caímos no mar, se não fossem as muralhas do
Fort George. Ainda nos perdemos pela
região procurando um castelo que estava fechado para visitas na cidade de
Cawdor. Então, sem qualquer razão ou lógica, decidimos ir para uma cidadezinha
que vimos no mapa e não poderíamos ter feito uma escolha melhor já que
Nairn nos contemplou com lindas
paisagens do litoral norte e uma ótima comida no pub vizinho ao Bed&Breakfast
onde ficamos.
Frustrante foi nossa visita à Inverness que belezas não possui. Rapidamente a
deixamos para margear o famoso
Loch Ness, em busca do legendário
monstro. Este não foi por nós avistado, mas nossos olhos foram premiados com o
idílico Urquhart Castle.
Passamos pela vila de Drumnadrochit e fomos deixando as Highlands pra trás,
margeando o Loch Ness até Fort Augustus. Impossível seguir quando sabe-se que há
um castelo por perto; então fomos visitar as ruínas do
Inverlochy Castle que fica
às margens de um calmo regato. De volta à estrada, em nossa busca pelo
conhecido e também pelo desconhecido, avistamos
um lindo castelo numa pequena ilhota, tiramos
fotos e só mais tarde o reconhecemos num livro de fotos, como sendo o
Stalker Castle. Ainda havia
mais tempo, energia e força suficiente nos joelhos pra mais um castelo, o
Dunstaffnage Castle. Finalizando
mais um ótimo dia chegamos em Oban, uma agradável cidade onde achamos abrigo e
comida para nossos corpos já que nossos espíritos estavam mais do que bem
alimentados.
Após um passeio por
Oban, seguimos viagem e encontramos o
Carnasserie Castle de estranho nome
e lindas formas.
Mais do que uma pedra estava em nosso caminho quando chegamos em
Kilmartin, e não as tiramos do lugar
pois algumas lá estão há milhares de anos e lá continuavam quando as deixamos.
Paramos ainda no Inveraray Castle.
O final do dia nos viu entrando e saindo de uma porção de cidades que não
ofereciam beleza aos nossos olhos nem interesse à nossa curiosidade:
Alexandria, Dumbarton, Port Glasgow e Greenock só nos viram de passagem e
de nós não se recordarão no futuro. Paramos em Largs, que nos acolheu bem,
onde assistimos a um jogo do Celtics num pub, junto com uma multidão de
torcedores fanáticos e alguns "pints" da boa cerveja escocesa.
Deixando Largs, passamos pela pequena cidade de Androssan e entramos em
Irvine e depois de volta à
Kilmarnock, que foi a primeira cidade que conhecemos; demos uma parada para
cumprimentar os velhos amigos e tomar um café expresso. Já o coração nos
apertava, pois nossa jornada aproximava-se do final e, insensatos, pouco
esperávamos da nossa última parada em Glasgow. Mas agradáveis surpresas
ainda estavam por vir. Tivemos a primeira amostra ao encontrarmos um hotel e,
depois de 3 passos, descobrir que este era vizinho à famosa
"Glasgow School of Art" desenhada por Mackintosh.
Glasgow não é para os olhos do
turista convencional, aquele que espera encontrar as grandiosidades do
homem ou da natureza, mas sim para o turista de sentidos apurados, de olhos
treinados para o detalhe arquitetônico, para a arte que se manifesta nos
lugares menos esperados, para a pessoa comum que passa ao lado.
Há que se apreciar a harmonia
entre o velho e o novo, entre o tradicional e o arrojado, tudo isso ditando o ritmo
da cidade e das alegres pessoas que nela vivem ou que por ela transitam.
Pouco conhecíamos de
Charles Rennie Mackintosh
além da sua cadeira e do design da Glasgow School of Art, mas em Glasgow
aprendemos e nos apaixonamos pelo trabalho deste gênio.
Tendo que ir, mas querendo ficar, pegamos o nosso vôo; o desejo
de voltar pra Escócia já nos acompanhava.
Deixamos a Escócia, fizemos uma escala em Amsterdam e voltamos pra casa,
na bela Seattle.
Obrigado por viajar com a gente. Esperamos logo ter
outras jornadas pra compartilhar com você. Se você teve paciência pra chegar
até aqui e quiser mandar-nos uma mensagem
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Marcos & Marcia
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