MARCOS & MARCIA - VIAGEM À ESCÓCIA EM SET/2003

Robert Burns e Walter Scott são os dois escritores mais famosos e venerados na Escócia. Encontramos estátuas e monumentos em muitas cidades. Nas pequenas cidades da região onde Robert Burns nasceu há uma verdadeira adoração ao poeta.

--- Robert Burns (1759 - 1796) ---

Robert Burns nasceu em 25 de janeiro de 1759 na vila de Alloway em Ayrshire. Por muito tempo ele trabalhou com a terra e outros trabalhos físicos e sabia bem as dificuldades da pobreza. Apesar disso, quando jovem ele começou a escrever poesia.

Em 1786, ele estava quase emigrando para as West Indies quando publicou uma coleção de poemas na cidade de Kilmarnock - "Poems, Chiefly in the Scottish Dialect". O livro (agora conhecido como “Kilmarnock Edition”) foi um sucesso e em vez de emigrar ele foi para Edinburgh onde foi bem recebido por vários líderes literários da época. O dinheiro que ele ganhou no começo permitiu que viajasse. Durante suas jornadas ele coletou e publicou muitas músicas que estavam quase esquecidas e também obteve inspiração para suas poesias.

Apesar do dinheiro que ganhava com seus poemas, ele teve que trabalhar como fazendeiro e também como coletor de impostos em Dumfries pra sobreviver. Sua saúde nunca foi boa e ele morreu com 37 anos em 21 de julho de 1796.


--- Sir Walter Scott (1771-1832) ---

Nascido em Edinburgh, o nono filho de um advogado, Scott contraiu pólio quando criança, o que o deixou permanentemente manco. Ele estudou para ser advogado, mas em 1802 publicou uma coleção de baladas "The Border Minstrelsy" e em 1814 seu primeiro romance "Waverley". O sucesso foi imediato e ele produziu uma série de romances nos anos seguintes, tais como “Rob Roy”, “Guy Mannering”, “Old Mortality”, “The Talisman” e o famoso “Ivanhoé“.

Uma figura proeminente na sociedade de Edinburgh, ele foi nomeado “Sir”. Em 1820, ao organizar a visita do rei George IV à Escócia em 1822, ele praticamente reinventou a sociedade das Highlands com seus tartãs e clãs, o que instigou imediato interesse pelas coisas escocesas e em particular das Highlands. Seu interesse pelas coisas da Escócia levou-o a redescobrir as jóias da coroa escocesa que estavam enterradas e esquecidas no castelo de Edinburgh. Ele também lutou para que a Escócia tivesse suas próprias notas bancárias – seu retrato está nas notas escocesas em memória a este evento.

O gerenciamento financeiro não era seu forte, ele gastou fortunas expandindo sua mansão em Abbotsford e comprando artefatos históricos. Em 1826 ele devia 100.000 pounds. Até aquela época todas suas obras foram publicadas anonimamente (com o pseudônimo "The Great Unknown"), mas entre 1827 e 1831 ele trabalhou furiosamente para pagar suas dívidas. Mas ainda devia 30.000 pounds quando morreu em 1832, que foi pago com a venda dos seus direitos autorais. Em 1840 uma nação agradecida eregiu um magnífico monumento para ele nos jardins da “Princes Street” em Edinburgh.


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